sábado, 12 de agosto de 2017

MORFOLOGIA DAS CÉLULAS DO SANGUE E LEUCEMIAS

FOTOGRAFIAS E LEGENDAS: ALUNOS 4o. SEMESTRE - MEDICINA - Uni-FACEF - Franca - SP. 

ESFREGAÇO DE SANGUE PERIFÉRICO
Células do sangue
As células do sangue pertencem a duas linhagens de características morfológicas e funcionais diferentes. Suas origens também são diferentes.
Células do sangue:
- as hemáciaseritrócitos ou glóbulos vermelhos, estruturas anucleadas que contém grande quantidade de hemoglobina no seu interior.
- os leucócitos ou glóbulos brancos, grupo constituído por vários tipos celulares. Conforme suas características do núcleo e citoplasma são subdivididos em:
           a) granulócitos ou polimorfonucleares. Seus núcleos têm cromatina densa e são divididos em pequenas porções unidas por filamentos delgados de cromatina. O número destas porções pode variar e por esta razão são denominados polimorfonucleares. O citoplasma das células deste grupo possui grânulos de diferente composição química, coloração e funções, denominados grânulos específicos. De acordo com suas várias características os leucócitos granulócitos podem ser:
            neutrófilos - seus núcleos tem cromatina densa, de coloração escura. Quando jovens seus núcleos têm a forma de um bastão em forma da letra C ou U. Esta forma de neutrófilo também é denominada bastonete. Quando maduros seus núcleos são subdivididos em várias porções (geralmente de três a cinco) unidas por filamentos de cromatina. Esta forma de neutrófilo também é denominada de segmentado. Seu citoplasma contém grânulos muito pequenos que se coram mal pelos vários corantes e assumem uma coloração cor de rosa clara.
            eosinófilos - seus núcleos costumam ter dois segmentos, porém é possível encontrar eosinófilos com mais de três segmentos. A grande característica dos eosinófilos está no seu citoplasma: possui um grande número de grânulos grandes corados em laranja ou cor de rosa. Esta coloração é dada pela eosina, daí o nome desta célula.
            basófilos - seus núcleos quase nunca são segmentados, sendo esféricos ou ovais e ocupam a maior parte do citoplasma. Os núcleos são frequentemente obscurecidos por pequenos grãos azuis e púrpura. São as células mais infrequentes dentre os leucócitos e as mais raras de serem encontradas em esfregaços.
            b) agranulócitos ou mononuclearesEstas células tem núcleos esféricos, ovais ou indentados (em forma da letra C ou U), portanto seus núcleos não são segmentados. Seu citoplasma não possui grânulos específicos (daí o nome agranulócitos), porém podem possuir grânulos inespecíficos denominados azurófilos, que podem também estar presentes nos granulócitos. Estes grânulos são muito pequenos, parecendo pequenos pontos no citoplasma, e se coram em azul. Há dois tipos de agranulócitos:
            linfócitos - são células geralmente pequenas, um pouco maiores que as hemácias. Seu núcleo esférico tem cromatina densa. O citoplasma se resume a uma delgada camada levemente basófila ao redor do núcleo.
            monócitos - são células grandes, as maiores do grupo dos leucócitos. Seu núcleo, de cromatina frouxa, é indentado e excêntrico (se situa fora do centro da célula). Possui bastante citoplasma, levemente basófilo. (Fonte: MOL - microscopia On Line - http://www.icb.usp.br/mol/10-1-sangue1.html). 

 





                                     





LEUCEMIA LINFOCÍTICA AGUDA

Por definição, na LLA os blastos compõem mais de 25% da celularidade medular. Nas colorações Wright-Giemsa, os linfoblastos apresentam cromatina relativamente condensada, um ou dois nucléolos e citoplasma agranular escasso. Geralmente também apresentam grânulos citoplasmáticos de glicogênio, que são ácido-periódico-Schiff positivos. (Fonte: 

LINFOCITOSE




 



LEUCEMIA MIELÓIDE DO BAÇO

Por definição, na LMA os blastos mieloides ou os promielócitos constituem mais de 20% do componente celular da medula óssea. Os mieloblastos (precursores dos granulócitos) possuem a cromatina nuclear delicada, 3-4 nucléolos e finos grânulos citoplasmáticos azurofílicos. Bastonetes de Auer, estruturas distintas em forma de bastonete e de coloração vermelha, podem estar presentes nos mieloblastos ou em células mais diferenciadas; são particularmente numerosos na leucemia promielocítica aguda Nos outros subtipos da LMA, monoblastos, eritroblastos ou megacarioblastos predominam.







HISTOLOGIA DO MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO


Fotografias e Legendas: 
Alunos 2o. Semestre - Medicina Uni-FACEF - Franca-SP
e Ana Carolina Arantes: Aluna 6o. Semestre - Medicina Uni-FACEF - Franca-SP

MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO
O tecido muscular é um tecido dos animais caracterizado pela sua contratilidade, ou seja, pela capacidade de se contrair segundo alguns estímulos claros e utilizando o ATP; e pela sua excitabilidade, ou seja, capacidade de responder a um estímulo nervoso. As células dos tecidos musculares são alongadas e recebem o nome de fibras musculares ou miócitos. Em seu citoplasma, são ricas em dois tipos de filamento protéico: os de actina e os de miosina, responsáveis pela grande capacidade de contração e distensão dessas células. Quando um músculo é estimulado a se contrair, os filamentos de actina deslizam entre os filamentos de miosina. A célula diminui em tamanho, caracterizando a contração.
O tecido muscular estriado esquelético constitui a maior parte da musculatura do corpo dos vertebrados, formando o que se chama popularmente de carne. Essa musculatura recobre totalmente o esqueleto e está presa aos ossos, daí ser chamada de esquelética. Esse tipo de tecido apresenta contração voluntária (que depende da vontade do indivíduo).  Um músculo esquelético é um pacote de longas fibras. Cada uma delas é uma célula dotada de muitos núcleos, chamado miócitos multinucleados. Uma fibra muscular pode medir vários centímetros de comprimento, por 50 mm de espessura. 

                   











HISTOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO

Fotografias e Legendas: 
Alunos 2o. Semestre - Medicina Uni-FACEF - Franca-SP
e Ana Carolina Arantes: Aluna 6o. Semestre - Medicina Uni-FACEF - Franca-SP


SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO - NERVO

Externamente aos nervos há uma capa de tecido conjuntivo própriamente dito, do tipo denso não modelado. Esta camada é denominada epineuroEnvolvendo cada feixe de fibras nervosas existe uma camada de tecido conjuntivo denominada perineuro. O perineuro é uma camada bastante compacta de células dispostas em camadas. No interior dos fascículos existe um delicado tecido conjuntivo frouxo que contém capilares sanguíneos denominado endoneuro. O endoneuro envolve cada fibra nervosa, mas frequentemente está em quantidade tão pequena que não é percebido nos preparados histológicos. (Fonte: MOL - microscopia on line - http://www.icb.usp.br/mol/9-38-nervo3.html)
  







  




 SISTEMA NERVOSO CENTRAL - MEDULA

A medula espinhal é a parte do sistema nervoso central, situada no interior do canal da coluna vertebral. Sua dimensão varia conforme a espécie e o desenvolvimento (crescimento) do organismo. Na espécie humana, apresenta diâmetro compreendido entre 1,0 a 2,5 cm, e comprimento médio igual a 45 cm em um organismo adulto. Em sua composição apresenta dois aspectos quanto à coloração: mais internamente é formada por uma densa aglomeração de pericários (corpos dos neurônios), manifestando aparência acinzentada (substância cinzenta); e ao longo de seu limite periférico, onde estão localizadas as ramificações dos axônios e dendritos, possui aparência esbranquiçada (substância branca). A Substância cinzenta da medula localiza-se internamente, com a forma de letra H, que, por sua vez, possui um corno anterior, onde possui neurônios motores e um corno posterior, que recebe as fibras sensitivas. Tais neurônios são multipolares e volumosos.



         



 
 SISTEMA NERVOSO CENTRAL - CEREBELO

O cerebelo é formado por um grande número de folhas constituídas de tecido nervoso. Cada uma das folhas tem pequenas ramificações. O cerebelo é revestido por meninges na sua porção livre (não presa ao cérebro). A distribuição das substâncias branca e cinzenta no cerebelo é semelhante à do cérebro. No entanto, esta distribuição se refere a cada uma das folhas:
- a substância cinzenta se situa na periferia das folhas;
- a substância branca se situa no centro das folhas e no centro de cada ramificação das folhas.
Em cada folha, portanto, a substância branca forma um eixo interno e a substância cinzenta se situa em torno deste eixo.
Além disto, a substância branca preenche a região central do cerebelo.
Na porção mais interna do corte localiza-se a substância branca. Ela tem muitas fibras, pois a substância branca é o local por onde passam inúmeros axônios. Além disso, há núcleos de células da glia. Na substância cinzenta (todo o restante da lâmina) pode-se ver muitos núcleos de neurônios e de células da glia. Pode-se perceber que há três regiões distintas na substância cinzenta. A região mais próxima da substância branca é a camada granular, formada por muitos pequenos neurônios. A região seguinte é formada por enormes neurônios motores denominados células de Purkinje. A camada mais externa da substância cinzenta é a camada molecular, formada por neurônios de tamanho muito pequeno. Além de neurônios a substância cinzenta possui células da neuróglia

    

                                              


 

SISTEMA NERVOSO CENTRAL - CÉREBRO

O tecido nervoso compreende basicamente dois tipos de celulares: os neurônios e as células glias. Neurônio: é a unidade estrutural e funcional do sistema nervoso que é especializada para a comunicação rápida. Tem a função básica de receber, processar e enviar informações. Células Glias: compreende as células que ocupam os espaços entre os neurônios e tem como função sustentação, revestimento ou isolamento e modulação da atividade neural.               
A parte externa dos hemisférios cerebrais é também chamada de substância cinzenta ou córtex cerebral e é formada principalmente dos corpos das células nervosas e gliais, enquanto a substância branca consiste predominantemente dos processos ou fibras dessas células.      


                                     

SISTEMA NERVOSO CENTRAL - GLÂNDULA PINEAL

Também conhecida como epífise, esta glândula é revestida externamente pela pia-máter, de onde partem septos conjuntivos levando vasos sanguíneos e fibras nervosas amielínicas. Os pinealócitos ocupam cerca de 95% da glândula com seus núcleos grandes e irregulares, eles são responsáveis pela síntese do hormônio que controla os ciclos biológicos, a melatonina. Células intersticiais gliais, os astrócitos também são visualizados entre os pinealócitos por apresentarem seus núcleos achatados e bem corados. Presença de concreções calcárias, localizadas na matriz extracelular do tecido conjuntivo, também chamadas de "areia cerebral" ou corpo arenáceo, podem ser vistas como manchas cinza-azuladas. (Fonte: Atlas de Histologia Médica
http://medicina.ucpel.edu.br/atlas/sistemas/endocrino/)