sábado, 31 de março de 2012

...DE MADRUGADA

Era um balde

Onde uma goteira pingava
E fazia um barulho de nada.

Gotejava, gotejava lá fora

Enquanto o gato ronronava
E tremia de frio.
A goteira pingava
E fazia um barulho de nada
Enquanto em um quarto
Dois copos tilintavam
Em um brinde entre gargalhadas.
A meia luz se apagava
E um barulho de vidro ao chão
Cortava o som da goteira
Que pingava e fazia
Um barulho de nada.

Era o som de um quarto
Onde o amor existia.
Entre o ranger de uma cama
O som de corpos que se encontravam
Rolando ao chão
Enquanto a goteira pingava,
Pingava e fazia um barulho de nada.
Uma coruja cantava
Não era cotovia
Não eram Romeu e Julieta
Eram dois em um quarto
Um quarto sombrio
Em meio a um bairro vazio.
No quarto o amor crescia, explodia
Entre gritos de êxtase e satisfação,
Até que tudo caía, deixando no ar
Um silêncio de morte
Silêncio profundo
Enquanto a goteira pingava
Gotejava e fazia um barulho
Ensurdecedor, enlouquecedor.

Era só madrugada
Enquanto um motor ligado partia
E no quarto,
O silêncio cortado por soluços
De lágrimas de infelicidade
E prostituição
Se misturavam com uma
Simples goteira
Que pingava, chorava
E fazia um barulho de nada

quarta-feira, 28 de março de 2012

NOITE DE BINGO

Hoje é um sábado muito especial. É aquele sábado que mais ou menos a cada dois meses vou ao salão da Igreja para jogar bingo. Cartelas e canetas na mão, dinheiro trocado para os binguinhos especiais, celular, chave do carro. Bem! Tudo a postos. Lá vou eu.
Dessa vez, esse programa especial de sábado a noite tem outro sabor. É que de repente me dou conta de que nem de jogar bingo eu gosto. Não tenho muita paciência pra ficar ouvindo o cantar das pedras e os olhos nem conferem direito os números. Às vezes, nem chego a marcar alguns. A comida é boa. A coca-cola geladinha, mas e daí? Certamente não foi isso que me moveu até aqui.
A verdade é que nada disso importa. Nem as cartelas, nem os prêmios, nem a comida, nem a bebida. O que realmente importa é fazer parte do grupo. É o viver em comunidade. Aqui conheço tanta gente e sempre tem alguém novo que posso conhecer. Aqui tanta gente me conhece. E se não me conhece, mesmo assim abre um “sorrisão”, porque somos parte do mesmo grupo.
A voz do Luciano anuncia que esta série “atrapalhou” e a próxima será ainda mais especial e eu sorrio. Sei que vou ganhar nada de novo. Uma pausa pra uma volta. Passar pela cozinha dar um alô pra Geralda e pra Leninha.Um alô pro pessoal do balcão. Humm! Uma porção de batata bolinha. Novidade por aqui. Amanhã estarei pesando umas tantas “bolinhas” a mais.
Somos todas pessoas com um objetivo comum. Trabalhamos centrados em um mesmo propósito. Lutamos por um mesmo ideal. Construir um mundo que acreditamos ser melhor a cada tijolo que colocamos na construção. Abençoada seja a vida em comunidade que varre a depressão para debaixo do tapete e enche de sorrisos rostos que estariam solitários nesta noite de sábado.
Na comunidade temos um nome, somos especiais e todos iguais ao mesmo tempo. É o grupo que nos impulsiona e por isso não somos um ou apenas mais um. Somos um elo de uma corrente e se um romper-se toda a unidade se quebra. Fazemos parte do grupo e o grupo fala por nós.
Ah! Dificuldade insólita. Conviver e tentar entender a tantos. As brigas são comuns e os problemas são muitos. Mesmo assim não desistimos. Assim como jamais desistimos de amar um filho rebelde ou um pai “ranzinza”. É o amor. Fazer o quê? O grupo é nossa família. E se essa é a minha família, quem sou eu pra desistir.
Bendita noite de bingo. De tantos “ois”, “olás” e “quanto tempo!” ou “tudo bem?”. E mesmo se não está, a gente diz que “tudo bem, graças a Deus”. Afinal! Pra que reclamar? O importante, mas o importante mesmo é saber que alguém se importa. E aí a gente chega em casa com um cansaço gostoso no corpo e pelo menos nessa noite deixa a solidão dormindo do lado de fora.

domingo, 18 de março de 2012

Guerra e Paz - do Fantástico Portinari

        São Paulo já é uma cidade que por si só, me cativa. Entro em suas ruas e começo a respirar cultura. Uma cultura fresca, sem os quarenta graus desta nossa região quente. E a visita a São Paulo não é por um propósito comum. É para ver duas obras monumentais: Guerra e Paz, de Portinari. Já na entrada do memorial da América Latina tudo remete para a obra. Cartazes, folders; tudo chama para a visão destes grandiosos painéis. Os imensos quadros Guerra e Paz foram encomendados pelo governo brasileiro ao grande artista da cidade de Brodowski, Cândido Portinari, para presentear a sede das Nações Unidas (ONU) em Nova York. Demorou quatro anos para ficarem prontos, de 1952 a 1956. Cada quadro possui 14 x 10m e é formado por vinte e oito placas que foram pintadas separadamente. Devido a uma reforma em sua sede e atendendo a um pedido do governo brasileiro, a ONU entregou a guarda dos painéis ao Projeto Portinari até agosto de 2013. A entrada na sala de exposição é chocante. Eu, minúscula diante dos dois quadros. Um de cada lado. Não sei para qual dos dois olho. Logo, meus olhos elegem seu favorito. É a Guerra. Portinari não retrata a Guerra em clássicos tons vermelhos e negros, mas em azul. Um azul forte e diferente (tom de azul que só o mestre consegue criar) e a cor se repete em cada quadro do todo. Não há armas, nem batalhas. A Guerra é ratratada pela dor de mães que perderam seus filhos, esposas viúvas e crianças orfãs de Guerra que elevam seus braços ao céu como se perguntassem: por quê?. Silenciosamente a morte cavalga entre aqueles que seguram seus mortos nos braços pela última vez. É uma Guerra silenciosa. É a injustiça, a desigualdade e a fome que matam nessa Guerra e não as armas. Diante de tanta majestade, me calo. Quando meus olhos começam a ficar úmidos eles são atraídos para a Paz. Uma Paz em tons dourados. E onde há Paz, há crianças que brincam em balanços, gangorras, um canto em coro infantil, mulheres em uma ciranda e uma noiva de azul levada pelo seu noivo em um cavalo branco. Quando olho para Paz parece que ouço uma sinfonia, uma música feliz, uma canção de alegria, com risos de crianças ao fundo. O coração parece que gira junto e a cabeça também. Estou extasiada. Mas apesar de toda luz que emana da Paz é para a Guerra que meus olhos retornam. Seria pelo fascínio que a morte insiste em exercer sobre nós? Ou sobre mim? Fascínio ou medo? O medo da morte não seria nossa pior Guerra (interior)? Não compreendo. Só sei que meus olhos não descolam do painel. Isso é arte e como disse o próprio Portinari “…uma pintura que não fala ao coração não é arte, porque só ele a entende.”

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ensinando a Viver


Existiu certa vez um homem, completamente sozinho, trabalhador, muito modesto e analfabeto, mas com um bom coração.
Um dia, este homem, amanheceu adoentado e procurou um médico. O arrogante médico sem tomar conhecimento da humildade e da simplicidade que vivia aquele homem, digitou e imprimiu em seu belo computador de última geração uma série de recomendações que ele devia seguir.
O homem, pegou aquela enorme lista e ficou desolado olhando para ela  sem saber o que fazer. Então, pediu ao médico que dissesse a ele tudo o que tinha que fazer, pois não sabia ler. O médico, então, com um sorriso irônico respondeu: - Só tenho uma recomendação a lhe fazer. Está na hora de aprender a ler, já que as letras são importantes também para os ignorantes. Virou as costas e saiu sem mais satisfações.
O pobre homem, sentindo-se muito humilhado foi para casa e com a ajuda de bons vizinhos seguiu as recomendações do médico.
Alguns meses mais tarde, vinha o modesto homem sob o seu guarda-chuvas, pois chovia torrencialmente, quando avistou um homem de branco todo enlameado tentando trocar o pneu de seu carro importado.
O homem reconheceu imediatamente o médico arrogante. Mesmo assim, tomou o macaco e em menos de cinco minutos trocou o pneu do carro.
Agradecido, o médico queria recompensá-lo pelo seu trabalho já que havia sido tão eficiente e prestativo. O homem, então, respondeu: - não preciso de recompensa, mas está na hora de aprender a trocar pneus já que pneu de carro de rico também fura.

“Ninguém sabe absolutamente tudo que não tenha algo a aprender e ninguém sabe absolutamente nada que não tenha algo a ensinar.”

Aulas de Anatomia


Nas provas de Anatomia, tem sempre alguém:
- que “meleca” a folha naquela água misturada com formol que sai das peças.
- que está na questão 8, mas começa a escrever na 1 e rabisca a prova toda.
- que reclama “Pô fessora, cê caprichou, hein?”
Tem sempre alguém:
- que confunde artéria com veia, carótida com parótida ou carótida com coronária.
- que tenta olhar a questão da frente ou de trás pra “adiantar o expediente”.
- que “tem um branco” e não lembra nada.
Tem sempre alguém:
- que escolhe um colega bom pra fazer a prova em dupla.
- e um aluno bom que carrega o colega nas costas.
Tem sempre alguém:
- que tira QUASE zero
- e outro que tira QUASE nota máxima. Ou tira nota máxima mesmo - Ainda bem!
Tem sempre alguém:
- que mostra que nosso esforço não foi em vão
- e outros que mostram que... embora se esforcem... É! Precisam estudar um pouquinho mais.
Tem sempre alguém:
- que nos tira do sério. A gente fica brava. Dá bronca.
- mas depois... se desculpam... e tudo bem.
Mas tem sempre alguém:
- que nos faz sentir a melhor professora do mundo... ou pelo menos... a mais feliz!
Tem sempre:
-  um ex aluno que passa no corredor e nos diz “Ah! Que saudades de você, viu”.
- Nossa! Isso faz tudo valer a pena!
Tem sempre alguém:
- que não nos deixa esquecer como é bonito ensinar.
Tem sempre alguém:
- que pergunta, mesmo depois de eu ter falado mil vezes “Professora, ‘a’ é azul, ‘b’ é branco???????? (enfatiza essa interrogação).
Tem sempre alguém:
- que entrega aquela questão em branco, embora eu tenha falado cem vezes que ela ia cair na prova.
E tem sempre aquele:
- que pergunta “Fessôra, isso cai na prova?”. E aí, é claro, não dá nem vontade de responder.
Tem sempre um que diz:
- “Ih! Passei o gabarito errado. E agora?
- e sempre a mesma resposta: DANÇOU.
Tem sempre alguém:
- que jura que perdeu a prova porque “o ônibus quebrou, eu tava doente, minha mãe tava no hospital, meu time jogou. Dá pra fazer outro dia?
- ai, ai. E o pior é que a gente deixa. Fazer o quê?
Mas, às vezes tem gente:
- que nos surpreende... e quando a gente menos espera, tira 10. Salva seu ano e lava nossa alma.
E é claro. Tem sempre alguém:
- que pega DP, volta no ano seguinte e vive tudo novamente. Mas, de uma maneira tão nova que nem parece nosso velho conhecido.

Tem também:
- pessoas muito especiais. Que dão beijos e não têm medo de assumir que nos amam.
E tem aqueles:
- tímidos e que embora não demonstrem, nos amam também.
Há, sem dúvida, aqueles:
- cujo santo não bate com o nosso e não conseguem nos amar.
Tem aqueles:
- que também amamos mais.
- é comum. Afinal, somos humanos e não agradamos a todos e não nos agradamos com todos.

Não importa! O que importa é que mesmo sendo diferentes, tentamos nos entender e damos o nosso melhor.

A Saúde Começa em casa

        A Campanha da Fraternidade deste ano trata da Saúde Pública: Fraternidade e Saúde Pública. “Que a saúde se difunda sobre a terra.” (Eclo 38,8)  
Segundo o próprio texto-base da campanha da fraternidade “saúde não é apenas ausência de doenças assim como a falta de saúde, não é só a presença da dor ou do mal físico”.
Em minha época de criança, o câncer era uma doença tratada como tabu. Minha mãe nem pronunciava a palavra “câncer”. Referia-se a ele como “aquela doença”. Ter câncer significava ter a morte batendo à porta. Felizmente hoje a situação é outra. As chances de vencer completamente diversos tipos tumorais com as armas disponíveis nos hospitais brasileiros nunca foram tão altas como agora. Praticamente 60% deles podem ser eliminados. Alguns tipos mais agressivos de câncer, que antes matavam os pacientes em questão de meses, já podem ser controlados.
O que mudou? A tecnologia? A medicina avançou? Sim. Com certeza. Mas, além disso, outro fator muito importante contribui para isso.
Quando uma pessoa é diagnosticada com câncer é comum ver toda a família unir-se em torno do doente numa corrente de orações, atenção e carinho. A luta contra o câncer ocorre, com tratamento sério sem dúvida, mas também com mudanças no estilo de vida, com o diagnóstico precoce, e com uma participação maciça da família e dos amigos.
Ainda segundo o texto-base da Campanha da Fraternidade: “Saúde Pública é a ciência e a arte de evitar a doença, prolongar a vida e promover a saúde física e mental, através de esforços organizados da comunidade.”
         Mas quem é a comunidade? Comunidade somos todos nós e cada um de nós. O cuidado à saúde não é obrigação exclusiva do poder público. Grande parte, senão a maior parte da atenção a saúde deve partir de dentro das nossas casas. A família representa, na verdade, a unidade básica de atenção à saúde; é o primeiro nível de atenção à saúde. Nesse sentido, o cuidado familiar constitui o fundamento do cuidado comunitário. Dizem as pesquisas científicas que 80% das doenças menores são diagnosticadas e tratadas em casa, sem a intervenção dos profissionais de saúde. E além de curadas a maioria delas pode ser prevenida, evitada.
         Por exemplo, em recém nascidos infecções de ouvido, diarréias e reações alérgicas podem ser evitadas com o aleitamento materno. O leite materno, normalmente possui todos os nutrientes que o bebê precisa nos primeiros meses de vida.
O cuidado com os alimentos também é um fator importante a ser observado. Primeiro e mais importante é evitar alimentos industrializados que contenham corantes e conservantes o que pode provocar alergias e mesmos várias doenças gastrintestinais, entre elas, o câncer. Mesmo os alimentos naturais exigem o cuidado da higiene. Esses alimentos, ao chegarem à casa, devem ser muito bem lavados em água corrente, descascados e cozidos, para se eliminar o mais possível pesticidas, bactérias e outros elementos. Cuidado com os alimentos exige ainda o controle da temperatura em que eles são mantidos, principalmente levando em consideração o calor da nossa região; a desinfecção com hipoclorito, além da higiene das mãos que o prepara. Aliás, não é só a higiene dos alimentos que é importante, mas a higiene da casa, das roupas, previne infecções de pele, alergias, e infecções respiratórias.
A água também pode servir de reservatório para muitos microorganismos causadores de doenças. Por isso, quando não se tem água tratada ou filtrada é necessário que ela seja fervida antes de consumida.
Outro problema de saúde frequente nos dias de hoje é a obesidade. Problema que geralmente começa na infância e na adolescência. É comum os pais criticarem seus filhos obesos, reclamando que eles comem demais, que não querem comer verduras nem legumes e só gostam de comer besteiras. Mas é muito importante observar se os maus hábitos alimentares do filho não refletem a alimentação da família. É maldade a criança tomar, por exemplo, suco de acerola enquanto o pai e a mãe tomam coca-cola na refeição. A mudança na alimentação precisa envolver toda a família.
O melhor ensinamento é o exemplo. E por falar em exemplo, como pode um pai ou uma mãe fumante, evitar que seu filho também fume. Ainda criança recebendo uma dose diária de fumaça no ar que respira. A criança só não segura o cigarro ainda, mas já fuma. Daí para o vício é um “pulinho”, como se diz. E o fumo é o principal responsável por inúmeras doenças, respiratórias e cardíacas.
         Outro fator perigoso que na maior parte das vezes passa despercebido na mesa da família é uso excessivo do sal. Muito sal nas refeições é um excelente pré-requisito para a hipertensão, a famosa “pressão alta”, inimigo silencioso que na maior parte das vezes convive conosco sem se manifestar e de repente pode provocar um infarto, causando danos irreversíveis à saúde ou mesmo provocando a morte. As famílias estão, cada vez mais, substituindo a alimentação tradicional da dieta (arroz, feijão, verduras) pela comida industrializada, mais calórica e menos nutritiva, com reflexos no equilíbrio do organismo, podendo resultar em enfermidades como a própria hipertensão e o diabetes.
                   E o álcool? Ele está entre as drogas de maior relevância no Brasil. Estima-se que 11,2% da população sejam dependentes de álcool. A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo aponta em uma pesquisa que metade dos adolescentes que faz uso abusivo de bebidas alcoólicas tem pai ou mãe que também ingere álcool com frequência. Para eliminar esse vício da sociedade não basta abordar o jovem ou adolescente. É necessária a conscientização dos pais que bebem próximo aos seus filhos. Se o vício começa em casa, o combate a ele também deve começar.
Muitos dos dependentes químicos (que usam cocaína, craque, maconha) iniciam seu relacionamento com as drogas exatamente no lugar onde se acreditaria que estariam mais seguros: dentro de casa. É em casa, em família, que as crianças aprendem como se relacionar com as substâncias químicas. Não há dúvidas que as crianças e os adolescentes que iniciam o uso de remédios e drogas vêem no exemplo das pessoas mais velhas uma atitude a ser imitada. Ou pelo menos se não encontram nos pais o exemplo de uso das drogas também não encontram neles o apoio, o amor e o suporte que precisam para resistir a elas ou para abandoná-las. Falta de amor, de diálogo, de carinho, de atenção, de presença estão listados entre os principais motivos que levam os jovens em busca das drogas. E droga mata. Sabia?
         Outro grande mal da atualidade que vem colecionando vítimas e é nossa velha conhecida é a dengue. Como não existem formas de erradicar totalmente o mosquito transmissor, a única forma de combater a doença é eliminar os locais onde a fêmea se reproduz. Cerca de 85% dos focos do mosquito transmissor da Dengue estão dentro das residências. A medida mais eficiente para o controle da doença é diminuir o número de criadouros nas residências.
Quando falamos em combate a certas doenças e manutenção da saúde dentro de casa não podemos esquecer o cuidado especial que merece a saúde dos mais idosos. Principalmente no que diz respeito à medidas que evitem os acidentes domésticos, causa principal de mortes entre os mais velhos. Entre os fatores que provocam acidentes domésticos estão: escadas principalmente aquelas que não têm corrimão, a presença de tapetes avulsos, carpetes e tacos soltos, pisos escorregadios, má iluminação do ambiente e outros pequenos detalhes que só dependem do nosso bom senso.
A transição do estado adulto para a velhice é um processo que provoca grandes alterações na auto-estima destas pessoas, que deixam não só de ser valorizadas pela sociedade, como passam também a necessitar de outros tipos de apoio. Diz a autora Josias Gyll, “a maioria dos idosos não vive, existe. E, existir sem ser visto é uma espécie de morte”.
Obviamente que o cuidado à Saude por parte da família não exclui e nem diminui a responsabilidade dos governos públicos sobre a questão.
Façamos a nossa parte e "que a saúde se difunda sobre a terra."